Todas as vezes que você perdoa, o universo muda. Cada vez que você estende a mão e toca um coração ou uma vida, o mundo se transforma. (Livro: A Cabana)

Quando ?

domingo, 21 de agosto de 2011
 
E quando é que você vai se deixar cair? 
Quando é que você vai deixar o vento que sopra 
por entre teus cabelos ser mais do que brisa? 
Quando é que eu vou testemunhar por detrás dos teus olhos 
algo mais do que sentimentos escondidos?
(beeshop)

Só me resta saber,

Só me resta saber se o que eu quero é parar o tempo, ou acelerá-lo.
Tenho certa pressa em viver o amanhã. Mais do que nunca.
Abri os olhos e daqui pra frente vou respirar sempre o mais fundo que eu puder.
Muitas coisas mudaram. Nada mudou. 
(Beeshop) 

Desilusões,


Alguma solidão, alguma desilusão é necessária, pra que saibamos onde estamos, o que sentimos e o que queremos. E provocar uma desventura dessas na vida de outra pessoa às vezes torna-se primordial, pra que saibamos o quanto valemos e o que significamos. (Beeshop)

Sentimentos,


Às vezes acho que me fizeram capaz de sentir demais. E emanar demais o que é sentido, inclusive quando não faz sentido. E isso assusta, afugenta, por chamar atenção demais. Meus pensamentos são como um farol que não consegue se esconder na praia deserta. Ele sempre estará lá, ao alcance dos teus olhos, te impedindo de naufragar em mim. E não há nada capaz de me apagar. ( Lucas Silveira)

Às vezes ,


Ás vezes, eu chego o mais próximo possível da certeza de que esse monte de coisas que eu tenho pra te dizer são, na verdade, nada. É que boa parte das minhas ações acabam por dizer tantas coisas, que as palavras que saem da minha boca acabam por tornar-se meros coadjuvantes nessa silenciosa conversa que a gente tem, mesmo quando distantes um do outro. Ás vezes eu chego o mais próximo possível da certeza de que esse monte de coisas que eu faço por você significam, na verdade, nada. É que essas palavras que eu despejo aqui acabam por dizer tantas coisas, que as minhas ações acabam por tornar-se meras coadjuvantes, nessa barulhenta gritaria de palavras que a gente faz, mesmo quando rabiscamos sobre o mesmo guardanapo. (Lucas Silveira)

O que eu posso dizer ,

 O que eu posso dizer é que sempre procurei por isso, sempre esperei por isso, sempre escrevi sobre isso, sem saber o que era. E somente eu sei quanto tempo levei pra te encontrar. E hoje tenho você aqui, comigo. Que as duas-voltas-e-meia da minha chave sempre encontrem no teu peito o mesmo intenso e inédito sentimento que me fez abrir todos esses precedentes. Eu fecho os olhos e encontro no amanhã nada menos do que a crescente proximidade do teu retorno. E somente as paredes da minha casa são testemunhas do meu sorriso. (Lucas Silveira)

Intensidade,

sábado, 20 de agosto de 2011

É intensa a vida de quem corre na chuva, sem desviar das poças d'água. É imprevisível, a vida de quem caminha sem medo de escorregar, de olhos fixos no horizonte, desatento às pedras no chão. Os tombos viram cicatrizes e, em seus pontos recém costurados, se pode ler uma porção de coisas. E entre "não faça isso" e "faça aquilo", a gente passa a caminhar por estradas cada vez mais estreitas, quase claustrofóbicas. São tantas as lições que a vida nos dá, que, por vezes, vemos nosso mundo se restringir a minúsculos cubículos cercados por instransponíveis muralhas. Assim a gente pára de caminhar, e passamos a viver em um eterno ciclo repetitivo. E é quando essa situação se transforma numa chaga insuportável, a gente apalpa as próprias costas e descobre que somos dotados de asas. Lá de cima, a gente pode acompanhar todos os caminhos que deixamos de percorrer, por medo de colecionar novas - e mais doloridas - cicatrizes. Tomados pelo arrependimento, descobrimos que nossa estrada não é de duas mãos. (Lucas Silveira)